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QR code estático ou dinâmico: qual escolher

É a única decisão importante antes de gerar um código, e muita gente toma sem saber que ela existe. A diferença não está no desenho nem na qualidade: está em onde a informação mora, e todo o resto decorre disso.

O que é cada um

Um código estático guarda a informação dentro do próprio desenho. Se o QR leva a minhaloja.com, esse endereço está literalmente codificado nos quadradinhos. Quando alguém lê, o celular pega o texto e vai direto ao destino. Não há ninguém no meio.

Um código dinâmico guarda um endereço curto que aponta para um servidor intermediário, algo como qr.servico.com/a7x9. Quando alguém lê, o celular vai primeiro a esse servidor, que consulta para onde mandar e redireciona ao destino real. Esse passo extra é o que habilita as duas funções vendidas como vantagem: trocar o destino sem reimprimir e contar leituras.

O que você ganha com um dinâmico

Duas coisas concretas. A primeira é poder trocar o destino depois de imprimir: útil quando mil panfletos já estão distribuídos e a promoção mudou. A segunda é a estatística: quantas leituras, quando, de que país e em que tipo de celular.

Para alguns casos isso justifica o gasto. Uma campanha de rua onde o destino vai rodando, uma embalagem com tiragem de anos que vai apontar para coisas diferentes por temporada, ou qualquer situação em que medir o resultado seja parte do trabalho.

O que você perde, e é mais do que parece

Você perde independência, e este é o ponto que quase nunca aparece na tabela comparativa que os serviços pagos publicam. Seus códigos impressos param de funcionar se o serviço fechar, se mudarem as condições ou se você esquecer de pagar um mês. Não é risco teórico: aconteceu com vários encurtadores de links que fecharam e levaram embora milhões de links impressos em material que já estava na rua.

Você também perde privacidade, a sua e a de quem lê. Cada leitura passa por um servidor alheio que registra quando, de onde e com que aparelho. E perde um pouco de velocidade: há um salto extra antes de chegar ao destino.

E tem o custo óbvio: quase todos os serviços de QR dinâmico são assinatura, e o preço costuma escalar com a quantidade de códigos e de leituras.

Como ficar com o melhor dos dois

Existe uma terceira opção que resolve a maioria dos casos e quase ninguém menciona: um código estático apontando para um endereço do seu próprio domínio, que você redireciona para onde quiser.

O QR aponta para minhaloja.com/menu, para sempre. Do outro lado, esse endereço redireciona para onde convém hoje, e você pode trocar quando quiser sem tocar em nada impresso. Você consegue exatamente a flexibilidade do dinâmico. E como o tráfego passa pelo seu próprio servidor, a sua analítica entrega as leituras, então a estatística também está lá.

O que é preciso é um domínio próprio, que custa poucos dólares por ano, e saber configurar um redirecionamento, que em qualquer hospedagem moderna são duas linhas. A diferença é que a infraestrutura é sua: ninguém pode desligar nem cobrar mais caro no ano que vem.

A regra prática

Se o destino nunca vai mudar, use estático e pronto. Um QR de WiFi, um vCard, uma etiqueta de inventário: não há nada para atualizar e não faz sentido pagar pela possibilidade.

Se o destino pode mudar e você tem domínio próprio, use estático apontando para o seu domínio com redirecionamento. É a opção que mais gente deveria escolher e a que menos se escolhe.

Se o destino pode mudar, você não tem domínio nem como conseguir, e precisa de estatísticas detalhadas, aí sim um serviço dinâmico faz sentido. Sabendo que você está alugando o funcionamento dos seus códigos impressos.

Perguntas frequentes

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